Publicado por: alvarocamargo | 31 31UTC janeiro 31UTC 2010

Contrato EPCM – O que é?

Contrato EPCM – O que é?

O contrato EPCM (Engineering, Procurement and Construction Management) é um contrato de prestação de serviços usado na área de projetos de engenharia. Nesse tipo de contrato a empresa contratada desenvolve o projeto, faz a compra de equipamentos e materiais e faz a gestão do processo de construção para seu contratante. A empresa contratada atua como um agente do dono do projeto ou da obra. Nesse tipo de contrato a empresa contratada não constrói. Mas ela é a responsável pela gestão da entidade contratada para construir.

De um modo geral, uma empresa contratada em regime EPCM é responsável por:

(a) Desenvolvimento do projeto (incluindo o projeto básico e executivo).
(b) Aquisição de materiais e equipamentos a serem empregados no projeto;
(c) Gerenciamento e administração dos contratos de construção firmados entre o contratante e as empresas responsáveis pela construção.

Publicado por: alvarocamargo | 22 22UTC dezembro 22UTC 2009

Professor Nota 10

Professor nota 10

Não considero uma boa idéia comentar sobre si mesmo num blog.  Fica pedante.  Sem contar que o assunto praticamente não interessa a ninguém a não ser você mesmo (e talvez alguns de seus familiares). Mas hoje vou abrir uma exceção. Acabo de receber o certificado de professor nota 10 da disciplina de gerenciamento de aquisições em projetos da turma 16 de 2009 do MBA de Gestão de Projetos da FGV em Porto Alegre.  Esse certificado foi um excelente presente de natal.  A disciplina de aquisições é uma das mais áridas disciplinas do curso. Fala sobre contratos, administração contratual e modalidades de aquisições. Das disciplina que ministro, é a que mais dificuldade os alunos têm. Mesmo assim, fui eleito Professor nota 10. Acho que posso me dar o direito de divulgar isso.

Agradeço a turma de Porto Alegre pela homenagem. O mérito também é da turma que aproveitou as aulas de forma intensa.

Publicado por: alvarocamargo | 21 21UTC dezembro 21UTC 2009

Original Contract x Change Order

Original Contract x Change Order

Qualquer um que já trabalhou com administração contratual sabe que as “change orders” tendem a aumentar o valor dos contratos. Em alguns casos esse valor pode ser maior do que o do contrato.

Como estamos em época de final de ano, uma dose de bom humor é necessária. Segue abaixo uma foto que considero engraçada do ponto de vista de administração contratual. Ela é auto explicativa e dispensa comentários. Achei ela na Internet e não sei quem é o autor. Mas ele foi genial ao tirar (ou bolar) essa foto.

Publicado por: alvarocamargo | 16 16UTC dezembro 16UTC 2009

Projetos de construção civil em alta – Vamos ter apagão de mão-de-obra no Brasil?

Projetos de construção civil em alta – Vamos ter um apagão de mão-de-obra no Brasil?

Boa e má notícia para meus clientes e alunos que trabalham na área de projetos de construção civil. Boa porque mostra que o setor está aquecido e existem muitas oportunidades. Má porque cria um problema que precisa ser resolvido com urgência.

Estudo da FGV diz que país vai enfrentar novamente escassez de trabalhadores em 2010. Setor precisará de 180 mil trabalhadores, mas até o Senai, maior instituição de formação da AL, diz não ter como atender à demanda.

Veja a reportagem recente de Agnaldo Brito da Folha de São Paulo que me foi enviada hoje, 16/12/2009 por um dos meus parceiros de negócio:

A cadeia da construção civil se prepara para enfrentar de novo escassez de mão de obra qualificada em 2010, problema que retorna após o intervalo provocado pela paralisação de projetos entre o fim do ano passado e o início de 2009, em decorrência da crise global.

Estudo sobre a tendência do setor da construção, elaborada pela FGV Projetos a pedido da Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção), mostra que a construção civil contratará mais 180 mil trabalhadores no ano que vem, uma expansão de 8% na oferta de vagas com carteira assinada.

Essa demanda por trabalhadores inclui do empregado na indústria de material de construção ao servente de pedreiro, passando pela crescente demanda por engenheiros.

A indústria da construção civil estima crescer 8,8% em 2010, enquanto o PIB projetado é de 5,8%, segundo avaliação do setor. Neste ano, a construção civil fechará o ano com um recorde de 2,35 milhões de trabalhadores com carteira assinada -ampliação de 7,3% sobre o estoque de trabalhadores contratados em 2008.

“Pelo ritmo de recuperação da cadeia da construção civil, esse problema da falta de mão de obra qualificada será enfrentado novamente em 2010″, disse Fernando Garcia, professor da FGV e um dos autores do diagnóstico sobre a tendência para o setor até 2016.

Apagão

De acordo com Antônio de Sousa Ramalho, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo, o “apagão” da mão de obra já é sentido em 2009. O sistema de recolocação de profissionais na construção civil, explica ele, vai fechar o ano com 69 mil vagas abertas, sem candidatos para preenchê-las. “Em São Paulo, 23 mil vagas ficarão abertas, 7.000 só na capital”, diz Ramalho.

A abertura de novas frentes de obras (como o programa habitacional do governo federal Minha Casa, Minha Vida, projetos de infraestrutura e, em breve, obras para a Copa e a Olimpíada, além de toda a demanda gerada pelo pré-sal) deve agravar a situação a partir de 2010, prevê Ramalho.

As consequências, segundo ele, já são sentidas nos canteiros de obras. O sindicato atribui à falta de gente a ampliação das jornadas de trabalho, com consequente efeito aos trabalhadores. Ramalho diz que o número de mortes em São Paulo quase triplicou neste ano em relação a 2008. “De 7 mortes, registramos 20 até agora em São Paulo. Essa situação tem relação direta com a sobrejornada dos trabalhadores”, afirma.

Indústria

A indústria da Construção Civil reconhece que a demanda por profissionais a partir de 2010 irá aumentar, mas que tem cuidado da formação dos trabalhadores para compensar a falta de qualificação. Segundo Haruo Ichikawa, vice-presidente do SindusCon-SP e responsável pela relação capital e trabalho na entidade, a maior parte da formação ainda é feita nos canteiros de obras.

Segundo ele, o Senai formou neste ano 31 mil trabalhadores para a construção civil em São Paulo. A indústria discute neste momento formas de expandir essa formação em 2010, o que inclui o uso das estruturas nos próprios canteiros de obras para as aulas.

A situação preocupa o próprio Senai. Paulo Rech, gerente-executivo de educação profissional e tecnológica do Senai, afirma que a instituição está tentando criar novos canais de formação para dar conta da demanda. “Qualquer curso na construção civil aberto hoje em São Paulo tem pelo menos cinco candidatos por vaga. Em alguns casos, até o dobro”, afirma Rech.

A estratégia para dar conta de tanta demanda é levar cursos para os canteiros, criar unidades móveis, utilizar o ensino à distância, entre outras alternativas. Mesmo assim, o principal sistema de formação profissional da América Latina não tem condições de atender à demanda com os novos eventos (Copa, Olimpíada, pré-sal).

Publicado por: alvarocamargo | 12 12UTC dezembro 12UTC 2009

Projeto Seed da AOL promete mudar o mercado de jornalismo

Projeto Seed da AOL promete mudar o mercado de jornalismo

Um dos ramos de negócios que mais vêem mudando com o advento das novas tecnologias é a área de jornalismo. Coincidência ou não, começo a ter, entre meus clientes e alunos, profissionais da área de jornalismo. Nos cursos de MBA os profissionais dessa área já são mais ou menos constantes, embora em número diminuto (No máximo um por turma).

A razão principal da mudança? Hoje em dia não existe mais o monopólio da geração de informações ao público nas mãos dos jornalistas. Eu mesmo, nesse momento em que você lê este artigo, estou no papel de um jornalista, publicando algo que é do seu interesse.  Cada vez mais pessoas lêem Blogs. E a imensa maioria dos blogs não é feita por jornalistas ou empresas jornalísticas. E a qualidade de algumas publicações feitas por não jornalistas nas novas mídias (leia-se Internet) é boa.

Um exemplo de um projeto revolucionário é o SEED da AOL (www.seed.com). Fuciona mais ou menos assim:

Pessoas físicas escrevem artigos (ou enviam fotos) para o site Seed.com. Esse material bruto é trabalhado pela AOL de forma a que essa matéria prima se torne um produto interessante para os leitores. As pessoas que contribuem com seus textos terão participação na renda gerada pelas publicações geradas pelo SEED.COM.

Nem todo mundo vai ganhar dinheiro com isso, é lógico. Mas é uma forma diferente de fazer jornalismo. E é um novo modelo de negócio nessa área.

Vai dar certo? Só tempo dirá. Mas uma coisa é certa. O modelo de negócios da empresa tradicional de jornalismo está morrendo. Os veículos que estiverem antenados com essas mudanças vão sobreviver. Quem não estiver será eliminado. Simples assim. Pura seleção natural ao melhor estilo de Darwin.

Publicado por: alvarocamargo | 3 03UTC dezembro 03UTC 2009

A burrice nos processos de administração contratual em projetos

A burrice nos processos de admininstração contratual em projetos

Praticamente todo projeto de grande porte envolve contratações. E sempre que existe um contrato, existe a possibilidade de disputas. O caminho natural para disputas, quando não se chega a um acordo deveria ser a justiça. Infelizmente  a justiça brasileira simplesmente não funciona adequadamente. É muito lenta e cara.

Nessa hora entram em campo os mecanismos alternativos de disputa contratual:

  • Negociação entre as partes (Melhor forma de resolução de disputas)
  • Mediação
  • Arbitragem

A mediação faz uso de um mediador. É uma maneira mais informal de resolução da disputa. O mediador tenta auxiliar as partes a chegar num acordo. Já na arbitragem, existe um arbitro que profere uma sentença arbitral. Por isso é um processo formal e com menos chance de reversão na justiça comum. Uma decisão arbitral dificilmente será derrubada na justiça comum se o processo arbitral ocorreu sem vícios.

Atualmente todo contrato de projetos de grande porte prevê o uso de cláusulas de arbitragem. Não dá para confiar que disputas envolvendo grandes quantias serão resolvidas na justiça.

O curioso é que mesmo com a inclusão da clausula de arbitragem nos contratos e a escolha de uma boa câmara de arbitragem, as empresas costumam ter prejuízos enormes que poderiam ser evitados.

A razão disso? Muito simples. Falta de registro das fatos e evidências.

Se você tem uma disputa com seu contratante (ou contratado), tal disputa só será resolvida de forma satisfatória se os fatos e as evidências tiverem sido (muito bem) documentadas. Mas isso não é o que ocorre na maioria das empresas.

O registro dos fatos e das evidências é tudo numa disputa. Se você não registrou as causas do desequilibro econômico e financeiro de um contrato, não há como reverter essa situação depois, seja qual for o mecanismo de resolução de disputa. Por isso o registro de informações é essencial.

Minha experiência me diz que as falhas nos processos de registro de fatos e evidências no decorrer do contrato ocorrem devido às questões:

  • As pessoas encarregadas de registrar não são preparadas para essa tarefa. É comum em projetos de engenharia que a pessoa que faz o registro do diário de obra seja um elemento que, no máximo, tem letra bonita. Muitas vezes nem escrever direito, sabe.  Em projetos de TI e Telecomunicações essa preocupação de registro as vezes nem mesmo existe.
  • O segundo problema é que a equipe de projeto não dispõe de metodologia e ferramentas de software adequadas para registrar os fatos e evidências e relacionar as causas e os efeitos de alterações das condições contratuais originais.

O primeiro problema é fácil de resolver: pessoas com capacidade para a tarefa de registro das informações devem estar disponíveis para ajudar na administração do contrato. Se esses profissionais não existirem, sempre se pode fazer uso de treinamentos. Costumo fazer treinamentos de capacitação desse tipo para meus clientes. O resultado é sempre ser muito bom. O registro das informações passa a ser bem feito, minimizando o risco de problemas.

Já com relação às ferramentas de software a dificuldade é maior. Qualquer uso de recursos de informática deve ser aprovados pelo departamento de TI da empresa. E o pessoal de TI, de um modo geral, não consegue disponibilizar esse tipo de recursos para os membros das equipes de projeto. Como TI é visto como um centro de despesas e não como uma ferramenta estratégica, é comum que esse departamento não tenha verbas para implantar sistemas que ajudem as equipes de projeto.

Além disso os departamentos de TI normalmente carecem de conhecimento sobre como gerenciar informações não estruturadas. O normal é o departamento de TI preocupar-se com os sistemas corporativos, que faz uso de informações altamente estruturadas em bancos de dados.

Informações não estruturadas, contidas em cartas, atas e e-mails são os itens mais importantes para fins de resolução de disputas contratuais. Para lidar com isso é necessário ferramentas especiais de software com capacidade de relacionamento entre registros de informações e documentos. Isso significa ter:

  • Um banco de dados com capacidade de multi relacionamentos entre informações (Relacionamento N x N).
  • Integração com repositórios de documentos, com capacidade para fazer ” links” entre itens contidos num documento com outro documento ou com registros de bancos de dados. Nem toda a empresas tem esse tipo de ferramenta. No máximo existem ambientes de colaboração e repositórios de documentos fracamente integrados. Isso é claramente insuficiente para a tarefa de lidar com o registro das informações desestruturadas de um contrato. Um categoria especial de software é necessário. São sistemas que apresentam características de CRM (Customer Relationship Management) com repositórios de documentos.

Conclusão

Devido à falta do entendimento da importância do processo de registro de evidências e fatos e da falta de recursos de informática, muitas empresas tomam grandes prejuízos em seus projetos.

Muitas empresas costumam dizer que não podem investir no treinamento e na implantação e manutenção de um sistema decente de informações sobre ocorrência de contratos. Mas essas mesmas empresas não se importam de perder (muito) dinheiro pagando advogados e assumindo prejuízos que não lhes compete. Estranho isso, não é?

Meu velho pai já dizia: o burro quanto mais mostra o lombo, mais apanha.

E a sua empresa como fica? Prefere ficar mostrando o lombo ou vai capacitar seu pessoal e municiá-lo de ferramentas de software para obter bons resultados em seus contratos de projeto?

Publicado por: alvarocamargo | 25 25UTC novembro 25UTC 2009

Índices de desempenho financeiro de uma empresa

Índices para medição de desempenho financeiro de uma empresa

Se você está envolvido com projetos relacionados com fusões, aquisições ou que envolvam a parte financeira é interessante conhecer os indicadores de desempenho financeiro da empresa. Não é muito comum que gerentes de projetos conheçam bem esses indicadores já que boa parte dos gerentes de projeto é normalmente oriunda de áreas técnicas e não da área financeira ou contábil. De qualquer forma, como qualquer projeto sempre envolve decisões financeiras, sempre é bom entender um pouco de finanças.

Existem três conjuntos principais de índices que medem o desempenho financeiro de uma empresa:

  • Índices de lucratividade – como o nome indica esses índices mostram o quanto a empresa é ou não lucrativa.
  • Índices de liquidez – os índices de liquidez indicam o quanto a empresa é solvente. Em outras palavras: qual é a capacidade da empresa em liquidar (pagar) seus compromissos.
  • Índices de alavancagem – os índices de alavancagem indicam o uso de dinheiro de terceiros na operação da empresa. Ao contrário do que se possa pensar, algum nível de endividamento pode ser saudável.

Índices de lucratividade

Retorno do ativo total (ROA – Return on Assets) = Lucro líquido após imposto de renda / Ativo total

Interpretação do índice: É um índice que mostra o retorno do investimento total em uma empresa. Quanto maior o índice, melhor a situação da empresa em termos de lucratividade

Retorno sobre o patrimônio líquido (ROE – Return on equity) = Lucro líquido após imposto de renda / Patrimônio líquido

Interpretação do índice: essa é uma medida de retorno do investimento total do acionista em uma empresa. Quanto maior o índice, melhor a situação da empresa em termos de retorno do patrimônio

Margem bruta = (Vendas – Custo dos produtos vendidos) / vendas

Interpretação do índice: é um indicador da margem de lucro. Indica principalmente a capacidade da empresa em cobrir suas despesas operacionais e ainda gerar lucro. Quanto maior o índice, melhor a margem de lucro.

Lucro por ação (LPA) = Lucro disponível aos acionistas ordinários / número de ações ordinárias

Interpretação do índice: é um indicador do lucro disponível para acionistas ordinários, ou seja, aqueles que têm direito de voto. Normalmente quanto maior o índice, melhor é a situação da empresa.

Índices de preço / lucro (P/L) = Preço de mercado da ação ordinária / Lucro por ação

Interpretação do índice: é um indicador que dá a previsão de desempenho. Um índice P/L ato tenderá a indicar que o mercado está prevendo um bom desempenho no futuro. O índice P/L indica o quanto um investidor está disposto a pagar por cada unidade de lucro da empresa. Quanto maior, melhor.

Índices de liquidez

Índice de liquidez corrente = Ativo circulante / Passivo circulante

Interpretação do índice: é uma medida da capacidade de uma empresa de saldar suas dívidas de curto prazo, convertendo em capital os seus ativos.

Índice de liquidez seca = (Ativo circulante – passivo) / Passivo circulante

Interpretação do índice: é uma medida da capacidade de uma empresa de saldar suas dívidas de curto prazo, convertendo em capital os seus ativos (Porém sem se desfazer de seus ativos). A retirada do valor do estoque nesse caso é porque nem sempre é possível converter estoque em capital com facilidade. Um estoque pressupõe a existência de material inacabado ou ainda por processar. Quando se calcula a liquidez seca, é possível ter uma idéia mais próxima da realidade no tocante à capacidade de pagamento de dívidas da empresa.

Índices de alavancagem

Índice de endividamento total = Exigível total / Ativo total

Interpretação do índice: mede a proporção de ativos totais da empresa financiados pelos credores. Quanto maior esse índice, maior o risco de insolvência. O ideal é que esteja sempre abaixo de um.

Índice de endividamento sobre patrimônio liquido = Exigível total / Patrimônio liquido

Interpretação do índice: mede o endividamento da empresa. Quanto maior for esse índice, maior o risco de insolvência. O ideal é que esteja sempre abaixo de um.

Índice de cobertura de juros = Lucro antes dos juros e do imposto de renda (Lajir) / Despesas anuais com juros

Interpretação do índice: mede a capacidade da empresa em realizar o pagamento dos juros de empréstimos contratados. Quanto maior o índice, maior a capacidade da empresa de pagar os juros devidos.

Publicado por: alvarocamargo | 24 24UTC novembro 24UTC 2009

Comprometimento afetivo na organização

Compromentimento afetivo na organização

Uma empresa bem sucedida tem colaboradores comprometidos. Sem comprometimento, nada é produzido.

A pergunta óbvia é: como fazer com que meus colaboradores seja comprometidos. Antes de tentar responder essa pergunta, vamos ver os tipos de comprometimento que podem existir segundo nos conta o Prof. Alvaro Tamayo em seu artigo “Valores Organizacionais e comprometimento afetivo”:

  • Comprometimento Normativo – é aquele relacionado com a obrigação que o trabalhador tem de ficar na organização. São decorrentes de controles e pressões da empresa para as pessoas agirem de forma alinhada com os objetivos e interesses da organizacionação.
  • Comprometimento Instrumental – esse tipo de comprometimento refere-se à disposição do trabalhador de continuar na organização. O comprometimento instrumental é produto da necessidade que o empreregado tem da organização.
  • Comprometimento Afetivo – Esse é o comprometimento que surge a partir da identificação e do envolvimento do empregado com a sua organização (DUNHAM; GRUBE; CASTAÑEDA, 1994). Esse comprometimento ocorre em três dimensões: 1) a aceitação dos valores, normas e objetivos da organização; 2) a disposição de investir esforços em favor da organização; e 3) o desejo e a vontade de se manter membro da organização.

Já deu para perceber que o melhor comprometimento é afetivo. Toda empresa quer que as pessoas se comprometam afetivamente com ela. Isso torna as pessoas “amigas” da empresa, propiciando uma vantagem competitiva sustentável.

Veja a diferença: os empregados com forte comprometimento afetivo ficam na empresa porque querem. Já aqueles com forte comprometimento instrumental ficam na empresa porque precisam. A diferença entre esses dois grupos é enorme.

Como alcançar o comprometimento afetivo? Existem muitas respostas para essa pergunta. A resposta está no contexto geral da empresa. Mas certamente um dos fatores principais está relacionado com a liderança.

Segundo Sá e Lemoine (1998), o impacto do estilo de liderança organizacional no comprometimento afetivo é grande. Dois modelos básicos de liderança são colocados por esses autores:

  • O líder taylorista, que padroniza o comportamento dos trabalhadores
  • O líder gerencial, que é aquele que valoriza a participação e a iniciativa.

Os resultados das pesquisas desses autores indicam que o estilo gerencial é o que gera melhores condições de comprometimento afetivo nas pessoas. Pense nisso quando estiver me posição de liderança.

Publicado por: alvarocamargo | 22 22UTC novembro 22UTC 2009

Gentileza, polidez e refinamento: vantagens competitivas

Gentileza, polidez e refinamento: vantagens competitivas para profissionais que almejam um futuro promissor

Atualmente vivemos por um período muito interessante aqui no Brasil. Nunca tivemos tantos universitários. Também nunca tivemos tantos profissionais preocupados com o aperfeiçoamento de suas carreiras profissionais e fazendo cursos de pós-graduação. A massa de brasileiros que hoje estuda é cada vez maior. Isso é muito bom. Todos sabem que uma boa formação acadêmica é importante para a carreira profissional dos indivíduos, para nosso país e para o progresso do mundo em geral.

Mas, como em qualquer processo de massificação, temos problemas de qualidade. O problema da qualidade atinge não apenas a formação acadêmica. Atinge também a forma como as pessoas hoje agem e se comportam. Perdemos qualidade no tocante ao refinamento, gentileza e polidez das pessoas.  Parece que, cada vez mais, temos pessoas sem educação e refinamento. São pessoas rudes e medíocres (Veja depois o “post” que coloquei sobre o caso Uniban onde a mediocridade e a estupidez prevaleceram).

Noto que um muitos profissionais egressos das melhores faculdades e cursos de pós-graduação apresentam um comportamento prepotente (“Sou mais do que você por que tenho uma formação melhor do que a sua”). Já viram esse filme em algum lugar antes?

Lembro ao leitor que ser refinado, gentil e polido é um diferencial competitivo importante para qualquer profissional. Vejamos alguns exemplos concretos da importância disso:

Exemplo 1 – Não é novidade nenhuma que cada vez mais temos mulheres alçando postos de gerência e direção nas empresas. Mulheres gostam de ser tratadas com gentileza.  Se você é homem e tem que lidar com sua chefa, terá maiores chances de ser ouvido se entender como é que funciona o universo feminino. Ao contrário do masculino, o universo feminino, está mais ligado em questões que tem muito a ver com sensibilidade. E sensibilidade tem a ver com  gentileza,  polidez e refinamento.

Exemplo 2 – Se você  trabalha num ramo de negócio que lida com uma mão-de-obra mais humilde, terá mais chances de conseguir bons colaboradores e qualidade na execução dos trabalhos se tratar as pessoas com respeito e gentileza. Um exemplo é a área de construção civil, mais especificamente em obras. Nesse ambiente lidamos com pessoas humildes, usualmente com um nível de educação baixo. Implantar, por exemplo, um sistema de qualidade sem a colaboração de pessoas é um pesadelo. Quando tratamos as pessoas  com gentileza e polidez, ganhamos aliados. E isso é especialmente verdadeiro quando lidamos com pessoas que tem uma condição social mais baixa do que nós.

Exemplo 3 – Estamos num mundo em que cada vez mais as coisas são conectadas. As empresas dependem de seus parceiros de negócio cada vez mais. Cada vez mais é preciso negociar acordos. E para obter sucesso em negociações, é imprescindível conectar-se com as pessoas. E qual é a melhor forma de se conectar com as pessoas? Simples. Sendo simpático, gentil, polido e refinado. As pessoas tendem a simpatizar mais com aqueles que são educados, gentis e refinados. Observe que não estou falando de pessoas “afetadas” ou que apresentam um comportamento artificial.  Você ganha a simpatia de pessoas quando é naturalmente simpático, polido  e gentil.

Luto todo dia, e as vezes sem sucesso, com o “animal medíocre” que habita no interior de todos nós. Esse animal nos transforma em seres arrogantes, estúpidos e prepotentes.

Quer um conselho para seu sucesso profissional?  Trate de pensar nisso. No mundo profissional competitivo em que vivemos, ser gentil, polido e refinado faz toda a diferença. E é lógico que isso também vai tornar sua vida pessoal muito melhor.

Publicado por: alvarocamargo | 19 19UTC novembro 19UTC 2009

Normas de gerenciamento da qualidade em projetos

Normas de gerenciamento da qualidade em projetos

Outro dia escrevi um post sobre a norma ISO CD 21500 que fala sobre gerenciamento de projetos. Mas existem outras normas que podem ser citadas, em especial, sobre o gerenciamento da qualidade em projetos

A ISO 10006:2003 é voltada aos sistemas de gestão da qualidade.  A mesma contém diretrizes para a gestão da qualidade em projetos. Tais diretrizes incluem a aplicação da gestão da qualidade em projetos.  É uma norma que pode ser aplicada em diferentes tipos de projeto.

Existe também a norma Iso 9004 que trata de qualidade e melhoria contínua em processos relacionados ao produto do projeto.

A norma ISO 10006 também trata de questões de gerenciamento da qualidade nos processos do gerenciamento do projeto. Até onde sei, não existe uma certificação ISO 10006.

Postagens Antigas »

Categorias